Video - A Rua Morta: O Mistério da Mulher de Branco
Nos anos 90, nas proximidades da comunidade Cidade de Deus, existia uma rua chamada Rua Oswaldo Lussac. Mas quase ninguém usava esse nome. Ela era conhecida como… A Rua Morta. A Rua Morta era cercada por matagais dos dois lados. Escura, silenciosa… e evitada pelos moradores, principalmente à noite. Isso porque, ao longo dos anos, vários corpos haviam sido desovados ali. Quando a noite chegava quase ninguém tinha coragem de passar por aquela rua. À beira do caminho, escondidas entre o mato fechado, existiam as ruínas de uma pequena casa abandonada. Uma casa que, na época, era usada por jovens da comunidade como ponto de encontro para namorar… longe dos olhares de todos. Mas era justamente dentro e ao redor dessas ruínas existiam comentários assustadores. Moradores diziam ver uma mulher vestida com uma camisola branca, amarelada pelo tempo rondando a casa. Ela aparecia sempre de madrugada. Certa noite, por volta das três da manhã, um casal que havia acabado de sair do baile do 15 resolveu parar ali. A Rua Morta parecia o lugar perfeito. Silêncio absoluto. Apenas a luz do luar iluminava a silhueta dos dois. Dentro das ruínas, só se ouvia o barulho do matagal… e o som abafado dos beijos e dos amassos do casal. Até que, de repente… ouviram um grito distante. Eles ignoraram. Pouco depois, a garota olhou por cima do ombro do rapaz… e viu alguém passando por trás deles. Assustada, ela disse que tinha visto uma pessoa. O rapaz riu, debochou… disse que era coisa da cabeça dela. Mas quando os dois olharam para trás… viram uma mulher parada ali. Ela usava uma camisola branca, amarelada. Os cabelos longos cobriam completamente o rosto. Então, numa voz fria, ela disse: “Saiam da minha casa.” Os dois correram desesperados pela Rua Morta… e nunca mais voltaram àquele lugar. Hoje, já adultos, evitam falar sobre aquela noite. Mas dizem que, até hoje… quando o relógio marca três da manhã… eles acordam com a sensação de que nunca saíram da casa.